Tenho microvarizes (vasinhos), e agora?

Tenho microvarizes (vasinhos), e agora?

Respondo à esta pergunta muito frequente.

MICROVARIZES
Microvarizes

O que são microvarizes?

Microvarizes são veias dérmicas (na pele) com até 1 mm de diâmetro. Embora possam estar conectadas com veias doentes (varizes) elas por si só não representam doença venosa, contudo, são muito importantes do ponto de vista estético.

O que as provocam?

Suas causas são variadas, mas destacam-se, a genética pessoal, os hormônios femininos e o envelhecimento.

Como se tratam?

Os tratamentos medicamentosos somente atuam nos sintomas, quando existem (sensação de queimação e desconforto nas áreas atingidas).

O tratamento padrão é a escleroterapia. Existem inúmeras técnicas de escleroterapia, cada uma tem uma indicação mais adequada. Assim, na maioria das vezes mais de uma técnica é utilizada no tratamento da paciente.

Quais são as principais técnicas utilizadas?

Escleroterapia líquida.

Nesta modalidade o líquido esclerosante (que irá secar o vasinho) é injetado diretamente dentro dele, como se fosso uma micro injeção na veia. Os principais líquidos utilizados são:

Glicose hipertônica: uma solução de glicose muito concentrada, usualmente 50 a 75% é utilizada. Tem como principais vantagens ser um produto natural, sem riscos de reações alérgicas e baixo índice de complicações como úlcera de pele. Seus principais inconvenientes são a viscosidade elevada obrigando a utilização de agulhas mais calibrosas, e a ardência no local da injeção.
Monoethanolamina (Ethamolin): substância é mundialmente utilizada com segurança à várias décadas. Deve ser diluída em água destilada ou soro fisiológico, sendo a diluição a critério da experiência pessoal do angiologista. Droga muito segura em mãos experientes, não é viscosa, portanto pode-se empregar as agulhas mais finas disponíveis, além de não ser dolorosa.

 Escleroterapia com espuma: 

Nesta técnica o líquido esclerosante (geralmente o polidocanol) é misturado com ar ou CO2 formando-se uma espuma viscosa e injetado na veia. Pelo fato da espuma ocupar o lugar do sangue dentro do vaso e pela viscosidade elevada fazer com que permaneça mais tempo em contato com as paredes internas dos vasos, ela é mais indicada para vasinhos mais calibrosos e até mesmo para algumas varizes.

Escleroterapia com Laser: 

Escleroterapia com Laser
Escleroterapia com Laser

 

Neste caso os vasos são esclerosados pelo calor provocado pela luz do Laser. Quando utilizado somente o Laser, tem-se a vantagem de não haver necessidade de injeções, particularmente importante para pacientes com fobia a agulha. Como inconvenientes, estão o preço do aparelho e das sessões, o dolorimento do método (sim, Laser dói), e a grande dificuldade (e contra indicação) de tratar peles bronzeadas e escuras.

Escleroterapia combinada.

Como o nome sugere, nesta modalidade combina-se mais de uma técnica para potencializar o efeito esclerosante. É muito empregada quando da utilização de Laser.

O que mais é importante saber?

Como qualquer tratamento podem acontecer complicações eventuais, sendo as mais comuns, reações alérgicas, manchas e ulcerações nas regiões tratadas.

Como se trata de uma agressão à parede interna do vaso, o efeito final não é imediato, ocorrendo geralmente 30 a 45 dias após a realização da escleroterapia.

Os componentes genético e envelhecimento não poderão ser modificados por qualquer técnica utilizada nem pelo angiologista. Assim, o procedimento de secagem de vasinhos não deve ser encarado como definitivo e sim como paliativo que pode e deve ser repetido quantas vezes for desejado.

Até o próximo post.

Dr. Abdo Farret Neto